SÉRIE FOGO

UMA SUBSÉRIE DE

MASSAS HUMANAS

FIRE SERIES

A SUBSERIES OF

HUMAN MASSES

 “Fogo”, uma subsérie de “Massas Humanas”

 

Por trás de uma fogueira o observador olha uma multidão. Nada indica a ele em que época está. O que vemos poderia ser algum tipo de ritual ou simplesmente pessoas se aquecendo. Seus corpos emergem em tons avermelhados e alaranjados. É uma imagem ancestral, de seres, nós, que dificilmente sobreviveríamos sozinhos na natureza.

O fogo nos une e nos iguala. Conhecemos o efeito mágico que ele exerce individualmente e a atração que gera nas massas, seja numa fogueira ou num incêndio. Como uma multidão, ele quer crescer e consumir com voracidade tudo o que encontra. Fala-se em alimentar e extinguir o fogo, como se ele fosse uma massa viva.

Em “Fogo”, o calor radiante e emanado se reflete em corpos reunidos em seu entorno. Desde seu domínio, ele nos acompanha e encontra na massa o seu espelho, sendo um símbolo da mesma. Como uma multidão, o fogo, tem a capacidade de construir ou de destruir, dependendo da forma como é manipulado.    ARTHUR ARNOLD

“Fire”, a sequence of the series “Human Masses”

 

Behind a fire the observer sees a crowd. Nothing shows us in which age we are. What we see could be described as a ritual or simply as people trying to warm themselves. Their bodies reflect red and orange tons. It is an ancestral image of beings – us – that would hardly survive alone in the wild. 

The fire connects us and makes us equals. We all know its magical effect on individuals and the attraction it produces on human masses, be it on a campfire or when a building burns down. Like a crowd, the fire grows and consumes voraciously everything on its way. We use words like ‘extinguish’ or ‘feed’ when we refer to it, as if fire was a living mass.

In “Fire”, the radiant heat emanates to the bodies that surrounds it. Since it was dominated, fire has followed us and finds in human masses its mirror, being a symbol for them. Like crowds, fire can be used for construction or destruction, depending on how it is manipulated.    ARTHUR ARNOLD

MASSAS HUMANAS  2017 - 2020

HUMAN MASSES 

Em minhas pinturas retrato a paisagem humana formada por multidões. Por meio de uma pintura gestual, distorço e desfiguro características individuais para criar a sensação da massa humana. Para tal, uso grandes quantidades de tinta a óleo, moldando camadas espessas, muitas vezes com alguns centímetros de espessura.

Não quero discutir as motivações específicas de cada massa, mas o que acontece com o indivíduo quando está inserido em seu contexto. Quero pensar sobre o porquê de nos deixarmos ser absorvidos por suas identidades de grupo, sejam elas quais forem. A experiência da massa é libertadora. Ela nos livra momentaneamente do peso de nossos egos. Com meu trabalho trago uma reflexão ao público sobre os perigos e belezas que há nisso.

I depict the human landscape formed by crowds. Through a gestural painting, I distort and disfigure individual characteristics to generate the sensation of a human mass. To do so, I mold huge amounts of oil paint in thick layers, sometimes some centimeters long.

My point is not to discuss the motivation of each crowd, but to debate what happens to the individual when surrounded by it. I want to think about why we let our individuality be absorbed by a group identity, independently of which one. The mass experience is a relieving one. It releases us momentarily from the weight of our egos. I would like to bring trough my work  a reflection on the beauties and dangers in them.  

ARTHUR ARNOLD

Arthur Arnold nasceu no Rio de Janeiro em 1984. Formou-se bacharel em Artes Visuais pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) em 2008. Durante a graduação, estudou por um ano na Universidade Bauhaus em Weimar, na Alemanha. Em 2013, alcançou sua primeira premiação importante, o Concurso de Arte Contemporânea do Itamaraty. Em 2014, foi selecionado para a oitava edição da residência Red Bull Station, em São Paulo. Em 2016, esteve entre os ganhadores do Arte Pará 35. Em 2017, foi convidado pelo cantão e pela cidade de Zurique, em parceria com o Gastatelier Gleis 70, para uma residência patrocinada na cidade. Entre suas principais exposições individuais estão “Em meio à multidão me perdi em mim” (2019), no Sesc Santana - São Paulo, "Massas" (2018), “Estado de sítio” (2014) e “A fragilidade do poder” (2012), as três na Galeria Movimento - Rio de Janeiro. Entre suas principais coletivas destacam-se, “A primeira de muitas” (2016) no espaço Saracura - Rio de Janeiro, “Estranhamentos” (2015) no Centro Cultural da Justiça Federal - Rio de Janeiro, e “O mais esnobe dos escolásticos” (2013), na Galeria Um Zero Três - São Paulo. Suas obras podem ser encontradas em coleções como a do MAR (Museu de Arte do Rio de Janeiro), do Itamaraty - Brasília e da Universidade Cândido Mendes - Rio de Janeiro.

 
Arthur Arnold was born in Rio de Janeiro in 1984. He graduated in Fine Arts at the Federal University of Minas Gerais (UFMG) in 2008. During graduation, he studied for one year at the Bauhaus University, in Weimar, Germany. In 2013, the artist won his first important prize, the Contemporary Art Award promoted by Itamaraty, the Brazilian Ministry of Foreign Affairs. In 2014, he was selected for the eighth edition of Red Bull's artistic residency in São Paulo. In 2016, he won the Arte Pará 35 award. In 2017, the canton and the municipality of Zurich, along with the Gastatelier Gleis 70, granted him a scholarship for an artistic residency in the city.  Among his most important solo exhibitions are “In the middle of the crowd I lost myself in me” (2019), at Sesc Santana - São Paulo, “Masses” (2018), “State of siege” (2014), and “The fragility of power” (2012), all of them at Movimento Gallery - Rio de Janeiro. Some of the group exhibitions he took part in, are “A primeira de muitas” (2016), at Saracura - Rio de Janeio, “Estranhamentos” (2015) at the Federal Justice Cultural Center - Rio de Janeiro, and “O mais esnobe dos escolásticos” (2013), at Um Zero Três Gallery - São Paulo. His works can be found in institutions such as MAR (Rio Art Museum), Itamaraty - Brasília and  Cândido Mendes University - Rio de Janeiro.  

FOTO Arthur.jpg
2013 - 2017

Uso vários tempos narrativos com cenas dentro de cenas, deixando a leitura final aberta ao expectador. Para isso utilizo o absurdo com recurso estético para gerar estranhamento. Em partes da pintura, como no fundo, chego quase a uma abstração para  reforçar o realismo das cenas, muitas vezes baseadas em fatos reais ou históricos. Com sarcasmo, humor, perversidade e falsa inocência uso a pintura para desacatar valores e éticas em parte da sociedade e do poder estabelecido, e destroná-los. Não quero mudar o mundo, só quero mudar pessoas. 

I use several narrative times with scenes within scenes, leaving the final reading open to the viewer. For this I use the absurd with aesthetic appeal to generate strangeness. In parts of the painting, as in the background, I almost arrive at an abstraction to reinforce the realism of the scenes, often based on real or historical facts. With sarcasm, humor, perversity and false innocence I use painting to disregard values and ethics in part of society and the established power and dethrone them. I don't want to change the world, I just want to change people. 

ARTHUR ARNOLD

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