AYLA TAVARES

bio

Rio de Janeiro, RJ - 1990

Vive e trabalha no Rio de Janeiro

Ao estabelecer relações com diferentes momentos do passado para pensar o cotidiano, a memória e a vida comum, Ayla Tavares elabora novas formas de conceber o tempo pretérito no presente - passando por artefatos arqueológicos, sagrados, pela arquitetura ou aquilo que manuseamos no dia-adia e compreendendo a materialidade em seus emaranhados, a artista dá vida a notações e constelações de objetos sob outras ordens, gerando novos corpos propositivos em relações de estranhamento, especulação e fabulação.

 

obras

SÉRIE: SONANTES

“Série de artefatos que solicitam atenção sensorial, evocando o real enquanto ficção, bem como as possibilidades ergonômicas e gestuais, germinadas no processo de ressignificação da matéria. O objeto revela o uso do corpo partindo do estranhamento, apresentando possibilidades ergonômicas arcaicas e universais através da ação e relação do sujeito com a obra posta em exposição.“ trecho do texto Sonantes, ALDONES NINO

SÉRIE: NOTAS PARA LABIRINTO

Na série Notas para labirinto, iniciada em 2020, Ayla dirige o olhar para o ambiente doméstico, com a estranheza e desconfiança necessárias para que as coisas (tudo o que existe de maneira real ou abstrata) se mostrem diferentes de suas configurações comuns. A partir desse novo olhar sobre essas coisas que sempre estiveram ali, a artista cria uma outra gramática e tentando reorganizá-las, cria uma nova ordem, em pequenos esquemas e escritas labirínticas, aglutinando objetos, tencionando formas e vazios, reorientando quintas, paisagens, padrões de piso e propondo novas associações. Estes acúmulos forjados, que bebem do gesto da mão no barro, formam pequenas notas sobre a casa em escrito-objetos em cerâmica e esmalte de unha - materiais íntimos ao território doméstico e a linguagem em si.

POEMINHAS

“Quem somos nós, quem é cada um de nós senão uma combinatória de experiências, de informações, de leituras, de imaginações? Cada vida é uma enciclopédia, uma biblioteca, um inventário de objetos, uma amostragem de estilos, onde tudo pode ser continuamente remexido e reordenado de todas as maneiras possíveis.”  (Ítalo Calvino, As seis propostas para o próximo milênio, p. 138)

Em uma especial atenção à produção de narrativas a partir de representações, busca-se em “poeminhas” estabelecer diferentes relações com objetos no entorno, evidenciando as inúmeras possibilidades de encontros com as coisas do mundo. O gesto aparece como ação primeva e imediata, que interpreta com o acúmulo de memória do corpo e/ com o mundo que toca. A matéria se torna verbo. Como quem dirige uma performance de coisas. Manipulando signos e evocando novas narrativas ao aproximá-los, outras associações e fricções são construídas em seus encontros.

DESENHOS

"É do desenho de onde tudo parte, é uma forma de notação dessa lida com as coisas do mundo. O desenho é estruturante para todo o meu trabalho, é uma forma de pensar." AYLA TAVARES

 

vídeos