HAL WILDSON

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Goiânia, GO - 1991

Vive e trabalha em São Sebastião, SP

Hal investiga a incompletude humana através dos aspectos da palavra, memória e consciência social. Em um processo criativo capitular o artista propõe uma nova linguagem estética a cada série, apropriando-se das possibilidades expressivas de diversos materiais e processos técnicos. Atualmente, Hal utiliza a máquina de escrever como elemento simbólico reafirmando o resgate da memória e palavra.

 

"Somos agentes ativos de cada letra escrita, de que forma a história escrita influencia a história que ainda há de vir?”A máquina de escrever dá luz às memórias em esquecimento, reafirmando que é preciso lembrar para que não aconteça outra vez. As letras "embaralhadas" são como momentos históricos em narrativas turvas, palavras que estão em formação, um texto que ainda está escrito no agora. A disputa por narrativas históricas ganha destaque nessa fase artística de Hal, revelando o momento que vivemos como espelho do passado.

 

obras

MÁQUINA DE ESCREVER

  

Hal utiliza a máquina de escrever e colagens de fotos para recriar histórias pessoais e coletivas. Hal encontrou na paixão pelas letras uma forma de se expressar. Utilizando uma técnica semelhante à do bordado em ponto-cruz, ele cria imagens surpreendentes formada por milhares de letras datilografadas. "Pude colocar minha poesia dentro de uma plataforma visual usando a habilidade do ponto-cruz, que aprendi com a minha avó. Como sou dos anos 90, ainda tinha máquina de escrever ao meu redor, mas eu não tinha dinheiro para ter uma. Era um sonho de consumo." "Somos agentes ativos de cada letra escrita, de que forma a história escrita influencia a história que ainda há de vir?” A máquina de escrever dá luz às memórias em esquecimento, reafirmando que é preciso lembrar para que não aconteça outra vez. As letras "embaralhadas" são como momentos históricos em narrativas turvas, palavras que estão em formação, um texto que ainda está escrito no agora. A disputa por narrativas históricas ganha destaque nessa fase artística de Hal, revelando o momento que vivemos como espelho do passado.

SÉRIE: REPÚBLICA DA DESIGUALDADE - MERITOCRACIA SEJA LOUVADA 

Essa série se apropria da carga simbólica do "Real", do poder fotográfico de registros de memória do Brasil, assim como, do lema de uma sociedade que acredita no mérito como a solução para a pobreza, a fome e a falta de oportunidades.  Hal Wildson faz alusão a nota mais valiosa do Real. As obras são propositalmente maiores que uma cédula original, evidenciando um discurso ilusório, sem valor e cheio de promessas que há séculos vem sendo entregue ao povo brasileiro.

SÉRIE: SINGULARIDADES 

  

O que nos determina como povo? Nosso 'documento de existência' é um CPF, um RG ou uma impressão digital? O que nos identifica são as nossas diferenças? A nossa impressão digital está em destaque nos documentos pessoais e nos serve como um carimbo singular da nossa existência na sociedade. A digital carrega características únicas da nossa singularidade e é utilizada como documento de identificação. Mas, como “povo brasileiro” qual a nossa marca? O que nos identifica como marca intrínseca do Brasil?

São essas questões que alicerçam essa pesquisa, os signos da memória e identidade se cruzam na medida em que se complementam e se constroem. Nesse trabalho é possível ver a construção imagética dessa ponte simbólica. Não existe identidade sem memória, o brasileiro é fruto de sua memória e o povo é a 'impressão digital' de seu país. O que nos determina como Brasil é o povo Brasileiro, nossas singularidades são múltiplas, somos um Brasil feito de “Brasis”.

 

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