Seleção de NATAL

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Esta série é composta por 7 pinturas que retratam mares de objetos formadores do imaginário do artista. As referências incluem discos, filmes, livros, obras de artistas renomados, shapes de skate, brinquedos e moda. Os mares propostos por Tinho não são apenas externos, mas também internos. Fazem referência às suas vivências, aos seus repertórios imagéticos, lugares por onde ele navegou e navega até hoje. São mares de inspiração, seus próprios sopros. A série que para o artista é a realização de um sonho, se constitui como uma forma de agradecimento e homenagem a todos aqueles que alimentaram e continuam alimentando seu imaginário. É um olhar para trás, um olhar daquilo que o cerca diariamente, é síntese e eterna recorrência do seu repertório. É também o seu próprio fascínio diante de tais imagens. Os mares latentes em Tinho se apresentam aqui como um convite ao espectador para adentrar em seu universo de referências e entender como cada objeto influenciou sua formação pessoal e profissional.

ANGELA

OD

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ANGELA OD usa como técnica formal o bordado em tecido, trabalhando com densas tramas de fios sobrepostos, gerando uma apreciação pictórica das imagens.

Na série Confinamento, o enquadramento da figura humana, dentro de uma janela, se transforma em um retrato, imagem a que nos habituamos nos últimos meses através das videochamadas. A imagem pixelizada, remete à comunicação virtual através de aplicativos, um quase esquecimento do rosto de pessoas queridas, do contato físico com elas. O retrato parece abstrato quando visto muito próximo, mas ganha maior definição à distância. Através de um processo de criação digital da imagem, Angela lançou-se o desafio de criar retratos com 16 pontos na horizontal e 36 pontos na vertical usando linhas e cores que dispunha em casa. 

 

arthur

arnold

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Arthur Arnold nasceu no Rio de Janeiro em 1984. Formou-se bacharel em Artes Visuais pela UFMG em 2008. Durante a graduação, estudou por um ano na Universidade Bauhaus em Weimar, na Alemanha. Em 2013, alcançou sua primeira premiação importante, o Concurso de Arte Contemporânea do Itamaraty. Em 2014, foi selecionado para a oitava edição da residência Red Bull Station, em São Paulo. Em 2016, esteve entre os ganhadores do Arte Pará 35. Em 2017, foi convidado pelo cantão e pela cidade de Zurique, em parceria com o Gastatelier Gleis 70, para uma residência patrocinada na cidade.

Arthur questiona o papel social da pintura enquanto objeto de consumo e de transferência de status. Através de humor e sarcasmo, a figura do opressor tem o seu poder invalidado em narrativas visuais. Sua nova fase aborda o fenômeno das massas. Arthur se interessa pela identidade de grupo que dilui a individualidade, pelo comportamento do homem que se reúne em multidões por motivos diversos formando um gigantesco bloco com um comportamento único.

 
 

EDU

MONTEIRO

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Seu trabalho transita pela fotografia, performance, escultura e videoinstalação. Atravessamentos perceptíveis em suas obras mais recentes, nas quais, Edu apresenta o universo mágico das danças de combate africanas e da diáspora. Interesse despertado pela prática da capoeira e solidificado em suas viagens de pesquisa para a África e o Caribe durante seu doutorado em artes pela Uerj.

 

É da memória ancorada no corpo, do sobrevoo simbólico de suas buscas, da alteridade, da resistência, das vibrações emanadas no corpo, no verbo, no ritmo, na imagem e na matéria que nascem suas proposições artísticas.

 

graziella

pinto

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GRAZIELLA PINTO tem formação em Artes Visuais e estudou pintura em Firenze, na Itália. Trabalhando com pintura há mais de vinte anos, hoje, sua produção artística se expande em diferentes linguagens como fotografia, objeto, colagem e instalação. 

A transição entre esses suportes é feita a partir de processos sempre guiados por uma vontade de conexão, expansão e transformação pessoal. Tendo como base e forte influência a física quântica, a geometria sagrada, e os elementos da natureza, o universo trazido por Graziella não é estático, mas se expande em todas as direções, como nas instalações em que a artista propõe um espaço pictórico visceral. Seu trabalho parte das relações entre cultura e natureza, propondo uma reflexão sobre o pertencer, ou aquilo que nos une.

 

hal

wildson

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Hal investiga a incompletude humana através dos aspectos da palavra, memória e consciência social. Em um processo criativo capitular o artista propõe uma nova linguagem estética a cada série, apropriando-se das possibilidades expressivas de diversos materiais e processos técnicos. 
"Somos agentes ativos de cada letra escrita, de que forma a história escrita influencia a história que ainda há de vir?”
A máquina de escrever dá luz às memórias em esquecimento, reafirmando que é preciso lembrar para que não aconteça outra vez. As letras "embaralhadas" são como momentos históricos em narrativas turvas, palavras que estão em formação, um texto que ainda está escrito no agora. A disputa por narrativas históricas ganha destaque nessa fase artística de Hal, revelando o momento que vivemos como espelho do passado.

 

JAN

KALÁB

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Jan Kaláb é um notável artista tcheco que baseia-se nas raízes criativas do graffiti e da street art. Ele pertence à geração precursora do graffiti em Praga. Aos poucos, o artista transferiu essa cultura visual da rua para prestigiosos espaços de galeria em todo o mundo. As fachadas urbanas e obras experimentais, incluindo por exemplo, objetos de graffiti 3D, dos quais ele foi pioneiro no contexto internacional, foram substituídas por telas de várias formas de sua própria produção e esculturas abstratas. O trabalho do artista é acompanhado por constantes pesquisas de novas técnicas e estruturas. Através da morfologia geométrica, pintura acrílica precisa ou superfícies em camadas, ele começa a analisar o espaço dentro de uma imagem clássica. O compromisso ilimitado, a alegria da descoberta lúdica e a superação de suas possibilidades levam Jan Kaláb a inovar e remover fronteiras entre gêneros artísticos.

 

MARCELA

GONTIJO

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Suas pinturas  tem o diálogo com o espaço urbano através de  fragmentos fotográficos e da experimentação da colagem. Na busca por imagens, objetos, lugares e materiais  a artista desenvolve processos que instauram uma nova geometria.

 O espaço funciona como uma grade, uma estrutura rizomática, onde as linhas não têm começo nem fim, e cada ponto pode ser conectado com qualquer outro. Linhas de um desenho que ultrapassa o limite da pintura para ocupar o espaço.

 

MARIA

MATTOS

Com trabalhos em vídeo, fotografia, instalações e performances, Maria cria cenários em espaços aparentemente reduzidos, como índice de uma cartografia pessoal. Atraída para o seu próprio arquivo de memórias, a artista se apropria de inúmeros objetos de desejo, como lonas plásticas, lanternas, lâmpadas e brinquedos, que reunidos transformam-se em narrativas visuais, em uma espécie de recomposição poética. 

Na compressão e na expansão dos espaços, encena-se relações simbólicas com o mundo exterior na tentativa de rastreamento da "fonte" dos seus cenários. É visto em sua obra o resultado de um percurso interno em que na busca pelo acesso a si mesma a artista tenciona sua reinvenção.

 

mateu 

velasco

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MATEU VELASCO nasceu em Nova York, em 1980, e mudou-se para o Rio com apenas um ano de idade. Formou-se em Desenho Industrial pela PUC-Rio em 2003 e é mestre em Design Gráfico pela mesma universidade. Começou a trabalhar profissionalmente como ilustrador em 1999. Expandiu sua atuação pintando murais públicos no início dos anos 2000, desenvolvendo uma linguagem própria como artista visual. É professor no departamento de Artes e Design da PUC-Rio.

Artista em deslocamento, Mateu passou nos últimos anos por diferentes cidades e países, incorporando a cada viagem novos elementos ao seu universo imagético. Ao longo dessa jornada vem colecionando imagens do seu cotidiano, transformando-as em desenhos, rabiscos, esboços e grafismos diversos. A junção de cada fragmento constitui o fio condutor do seu processo criativo, convidando o espectador para novas possibilidades de narrativas visuais e poéticas

 

paulo

vieira

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PAULO VIEIRA resiste ao fluxo incessante de informações e à ansiedade do eterno presente com uma pintura e um desenho soberbos e sem concessões. Indo na contramão da época da comunicação, sua obra não se revela de maneira simples, pois traz imagens cuidadosamente articuladas em torno das ideias de isolamento, incomunicabilidade e vida interior. Contra a banalização da vida, a arte onírica de Paulo Vieira nos obriga a confrontar o silêncio, o trágico, a obscuridade e o desconhecido.

 

THAIS

BELTRAME

Seu trabalho, formalizado em desenhos, gravuras e instalações remete a inocência da infância intercalando com temas como ansiedade adulta e memória. Possui em sua estrutura de narrativa, um vasto repertório de temas como amor, beleza, raiva e solitude, sutilmente introduzidos e elaborados, dando peso à aparência exterior da simplicidade.

Atrelado às pequenas meninas, meninos e animais que preenchem sua paisagem artística, estas âncoras emocionais salientam a densa capacidade de Thais para contar histórias e conectar os personagens e a vida que eles carregam de um trabalho para o outro.  

 

TINHO

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TINHO inicia sua carreira na década de 80 integrando uma geração de artistas conscientes em assumir a produção da arte urbana como estratégia poética de reconhecimento, não apenas da própria cidade, mas como linguagem, potente e equiparável as já tradicionais da história da arte. Sua produção, que assume toda importância para a cena contemporânea brasileira, se mostra, junto a outros talentos da época, como precursora. O artista, assim como muitos de sua geração, iniciam com o graffiti, utilizando a própria cidade como suporte. Posteriormente passa a usar a pintura, base da sua formação acadêmica, com mais ênfase, seguida por fotografias e instalações que têm como elementos centrais os personagens que o acompanham desde cedo. Seu trabalho é contextualizado pelo lugar do homem no espaço urbano, atravessado pelo constante clima ácido e crítico de personagens que escondem, por trás da estética amena, a constante solidão.

 

viviane 

teixeira

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A obra de Viviane Teixeira é formalizada em desenho e pintura. Sua pesquisa gira em torno de um universo ficcional, uma corte fantasiosa na qual a figura feminina é soberana. Há o resgate do feminino como divindade através de ritos onde o materno encontra-se em grande evidência. Tais questões apresentam-se vinculadas a escolhas cromáticas contundentes, a objetos associados ao desenho e a formas híbridas e fluidas que remetem a cenas e personagens típicos dos contos de fadas.