TINHO

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São Paulo, SP - 1973

Vive e trabalha em São Paulo

 

Tinho inicia sua carreira na década de 80 integrando uma geração de artistas conscientes em assumir a produção da arte urbana como estratégia poética de reconhecimento, não apenas da própria cidade mas como linguagem, potente e equiparável as já tradicionais da história da arte. Sua produção, que assume toda importância para a cena contemporânea brasileira, se mostra junto a outros talentos da época, como precursora.

 

O artista, assim como muitos de sua geração, iniciam com o grafite, utilizando a própria cidade como suporte. Posteriormente passa a usar a pintura, base da sua formação acadêmica, com mais ênfase, seguida por fotografias e instalações que tem como elementos centrais os personagens que o acompanham desde cedo. Seu trabalho é contextualizado pelo lugar do homem no espaço urbano, atravessado pelo constante clima ácido e crítico de personagens que escondem, por trás da estética amena, a constante solidão.

 

obras

OS 7 MARES

Esta série é composta por 7 pinturas que retratam mares de objetos formadores do imaginário do artista. As referências incluem discos, filmes, livros, obras de artistas renomados, shapes de skate, brinquedos e moda. Os mares propostos por Tinho não são apenas externos, mas também internos. Fazem referência às suas vivências, aos seus repertórios imagéticos, lugares por onde ele navegou e navega até hoje. São mares de inspiração, seus próprios sopros. A série que para o artista é a realização de um sonho, se constitui como uma forma de agradecimento e homenagem a todos aqueles que alimentaram e continuam alimentando seu imaginário. É um olhar para trás, um olhar daquilo que o cerca diariamente, é síntese e eterna recorrência do seu repertório. É também o seu próprio fascínio diante de tais imagens. Os mares latentes em Tinho se apresentam aqui como um convite ao espectador para adentrar em seu universo de referências e entender como cada objeto influenciou sua formação pessoal e profissional.

Conhecer os 7 mares é conhecer o seu mundo!

DESDOBRAMENTOS DOS 7 MARES

Tendo como base Os 7 mares, Tinho inicia uma fase em que representa seus desdobramentos a partir da fusão de suas referências. Nestas composições a desordem é algo notável, proposital e de cunho positivo. Utilizando um fluxo interativo entre figuração e abstração, o artista busca no caos uma forma de reconstrução do mundo, onde a cultura, a fantasia e o mundo virtual se misturam em forma de referências, memórias, ideias, pensamentos. E nos mostra que há caminho de volta para o equilíbrio. Desta forma, cada tela apresenta-se como manifestação visual do ditado “Depois da tempestade vem a bonança”.

BONECOS DE PANO

Tinho pensa no boneco de pano como uma forma de afeto. Sua produção manual é feita com amor, usando como matéria-prima restos de tecidos, cultivando o reaproveitamento. Cada retalho representa uma vivência, uma experiência, uma representação do ser humano.

Contrário à indústria, onde os brinquedos são produzidos em série, visando unicamente o lucro, fomentando o consumo excessivo e a descartabilidade. Esses bonecos, únicos e artesanais, são frutos analógicos do início deste milênio, que ruma para vida digital.

COLAGENS

"Embora tenha a pintura como principal linguagem, TINHO também fotografa, cria objetos tridimensionais, monta instalações, faz colagens, performances, site-specifics... enfim, transforma em arte aquilo que encontra pelos lugares por onde circula.  Em seu trabalho, a vida urbana, os problemas sociais e políticos são questões que se relacionam de forma estética e conceitual. Suas telas e graffitis muito contribuíram para o reconhecimento do Brasil como um dos principais produtores de arte urbana. Ao se apropriar do que foi refugado, do que pertence a todos e a ninguém, TINHO cria esse delicado jogo entre encenação e realidade. Faz nada mais que arte, recriando continuamente o mundo!" ISABEL PORTELLA

 

múltiplos

graffiti & site specific

 

exposições

 
 

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