X I C O  C H A V E S

Minas Gerais, 1948

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Xico Chaves desenvolve seu trabalho pictórico através de séries temáticas e conceituais. A partir de diversas expedições ao Quadrilátero Ferrífero em Minas Gerais e outras regiões do Brasil, toda a pintura do artista, desde mais antigas, como as da série Luzz (1970), às mais recentes, como as da série Tramas XL (2018) é produzida com minerais, pigmentos naturais e resina acrílica, sendo essa a principal referência do artista no campo das artes visuais contemporâneas. A criação de objetos poéticos e espaciais está presente desde o início de sua pesquisa, desta forma, são intercalados as diversas séries pictóricas. Sua temática compreende três grandes eixos: vida, arte e política.

 

O interesse pela experimentação permanente de linguagens e meios técnicos para expressão artística tornou Xico Chaves reconhecido internacionalmente como artista múltiplo, possuindo em sua trajetória além de pinturas e objetos, performances, poemas-processo, vídeos-arte, fotografias e registros nos campos da poesia, música popular e experimental. 

 

obras

 
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Olho na Justiça

Interferência, instalação e performance, realizadas na escultura A justiça, de Alfredo Ceschiatti, na Praça dos Três Poderes (DF). Por ocasião do impeachment do presidente da República, Fernando Collor, Xico Chaves colocou, sobre a venda que representa a imparcialidade, dois olhos vesgos. A ação, planejada sigilosamente durante três meses, coincidentemente aconteceu no mesmo dia em que, pela primeira vez, as ruas das principais capitais do país foram tomadas pelos caras-pintadas.

 

O artista foi detido pelas forças especiais do Palácio do Planalto, havendo, ainda, um dossiê inédito sobre a intervenção que teve o mérito de resgatar a imagem da justiça como aquela que vê, uma vez que já estava em trânsito sua simbologia arquetípica como cega e imparcial. Houve uma sucessão de sincronicidades como associação midiática. A ação pode ser considerada coletiva por interagir com o inconsciente coletivo, onde estava circunscrita.

 

A partir dessa ação, a escultura passou a figurar em quase todas as matérias sobre justiça e reivindicações populares, tornando-se centro de referência para manifestações e atos públicos. 

Fotografia | Tiragem: 16 + 4 PA | 111 x 82 cm
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exposições

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setembro/2017

solotransição

Solotransição, título dado por Xico Chaves à sua primeira exposição em galeria particular desde 1989, é esclarecedor já que aponta não somente para as transformações ocorridas em seu trabalho neste período, como  também para a consolidação do eixo poético que nucleia seu processo criativo.

Fernando Cocchiarale, curador

 

vídeos